Olá a todos!!!!
Sei que aqui o bloguinho é sobre a minha filha, mas acho que antes de falar dela eu deveria falar de mim tb, pq afinal se não fosse por mim ela não estaria aqui.
Estive pensando esses dias, tudo que passei e vivi para chegar até aqui e dizer que valeu a pena... Quando eu me descobri grávida da minha filha, foi muito estranho. Eu não queria a gestação, tem uma grande diferença em vc desejar e ficar, e no caso eu só senti isso quando aquelas duas linhas apareceram na minha frente, eu queria voltar no tempo, eu não acreditava que aquilo tava acontecendo, como eu iria ficar, eu não tava preparada para ser mãe. Naquele momento eu me desesperei, me joguei na cama e chorei muito, eu não sabia o que fazer, eu não queria aquele bebê, eu não queria aquele momento, não agora... No mesmo dia que descobri eu sai com a minha mãe para comprar presente para o chá de bebê da amiga dela que tava pra ter bb,e a maior raiva que dava, era que em toda loja que ela entrava, ela anunciava que eu estava grávida... tem condição?? minha mãe bem mais empolgada que eu... enquanto isso eu batia na minha barriga dizendo que não queria aquilo, que aquilo era uma intromissão de algo que não havia sido convidado e que eu iria me livrar...
Passaram-se 10 dias da descoberta e tive a doença que assolou toda a minha gestação como vcs já leram... E diante a situação deperder, eu me desesperei de novo, na realidade eu não sabia o que eu queria, eu não queria, mas tb não queria perder... Nesse momento começou a nascer o vínculo de mãe. A gravidez foi evoluindo, mas eu não conseguia curtir, eu não conseguia ficar feliz... e aí começaram os pitacos das pessoas, se antes eu não curtia pq não queria agora eu não curtia pq eu esperava morrer no parto... Era se como eu tivesse vivendo os últimos meses da minha vida em prol de um serzinho que eu nem conhecia viver...
Minha gravidez foi cheia de atribulações, brigas, perdas de familiares e depressão... tinha dia que eu me animava, mas a maioria, eu tava deitada em cima da cama, chorando ou dormindo, pior ainda depois que a minha tia morreu... Eu tinha a impressão que seria a próxima..., era muito estranho... Quando eu entrei em trabalho de parto, eu achava que tinha chance, mas depois que não dava em nada, achei que morreria mesmo na cesárea... Alguém aí se lembra da morte da Nanda na novela Páginas da vida??? eu chorei horrores vendo aquilo, pois pra mim iria acontecer a mesma coisa... E então a minha filha veio ao mundo, ela não chorou, veio pequena, com uma carinha enfesadinha... e na hora que o neonatologita a mostrou pra mim, eu não consegui sentir nada, eu não acreditava que ela tinha saído de mim, ela não se parecia comigo, e eu não fazia a mínima idéia de como cuidaria daquela coisinha pequena...
A primeira noite ela chorou muito, as pessoas que sabiam do meu comportamento na gestação me culpavam por ela ser chorona, pq eu me sentia infeliz e tinha passado esa infelicidade pra ela, e eu nem sabia o que pensar, eu tava em choque... e a noite continuou com ela chorando e meu marido cuidando dela... me dava uma pena dele... quando era umas 4 da manhã eu disse pra ele colocá-la em cima da minha barriga, ora ver se ela deixava ele dormir... Foi o meu primeiro contato com ela, mesmo ela tentando mamar mais cedo e não conseguindo, esse foi aquele momento em que senti e tive consciência do corpinho dela, e de como ela precisava de mim... só foi colocá-la em cima da minha barriga, que ela se armou e dormiu...
No dia seguinte, passei o dia com minha mãe a usar a bomba pra fazer meu leite descer e bico no meu seio tb, pq eu não tinha...e aquela coisinha continuava um tanto distante de mim... Então no domingo viemos pra casa. pois ela nasceu na sexta... chegando em casa a coloquei no berço dormindo, após mamar no seio da prima do meu marido, que tb tinha um bebê pequeno, pois eu ainda não tinha leite, e tb nem muita vontade de ficar perto dela... No amanhcer da segunda feira, eu me levantei e fui logo para o berço ver a pequenina... Meu Deus, tão pequena, tão indefesa...e tão linda... como eu poderia encher meu coração de frustração em relação aquele ser, o que ela poderia me frustrar??? Na realidade eu que a estava frustrando pelo meu coportamento em realçaõ a ela... Aquele serzinho precisava de uma mãe... Aquele serzinho nascido pela vontade de Deus, aquele milagrezinho que tava ali por Deus quis, pois poderia ter ido embora a qualquer mometno precisava de mim... Ninguém por mais que se esforçasse daria o que eu poderia dar pra ela... Todo o carinho do mundo... a peguei no meu colo, e pela primeira vez de livre vontade a abracei e beijei, e comecei a chorar... Naquele momento eu tinha tomado a consciencia do que era ser mãe... do que eu tinha que fazer... do que eu tava fazendo ali...
Coloquei meu seio pra ela mamar, e aquele momento foi o mais maravilhoso encontro de mãe e filha, foi quando de fato em meio as minhas lágrimas nascia uma mãe... Eu nascia como a Mãe da Fleur, como aquela que daria a ela todo o carinho do mundo, que pode fracassar às vezes, mas que daria a vida pra ser o porto seguro dela... Foi assim que eu me tornei Mãe...
Beijos a todos!!!!
Olá a todos os amiguinhos e amiguinhas que nos visitam!
Estamos bem! Este mês Fleurzinha fará 5 meses... e terá a sua primeira páscoa. Ainda não sabemos se viajaremos ou não, mas esramos fazendo planos. A Fleur continua mamando exclusivamente no peito, sua última consulta na pediatra foi dia 22 de março. Agora elaesta com 6,400kg e 61 cm, se desenvolvendo super bem!
Ela já faz brrrrruuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuu,aieoauairaueiouaieoiu, ou algo parecido, tudo quer pegar e adora brincar com a mamãe, o papai e seus brinquedinhos. Ela tem mordedor, baleia, gatinho e de pelúcia tem ursinho, minnie, cebolinha e cachorrinho. Tem usado o sabonete líquido da Disney linha do pooh e se adaptou super bem, de condicionador usa o de camomila Looney Tunes, pomada hipoglós, talco disney baby, fralda descartável cremer e turma da mônica huggies noturna. A tudo ela se adaptou super bem.
beijinhos a todos e bom final de semana!!!

Mais um post campanha... Dessa vez é em prol de pequenas e prematuras vidinhas, que poderiam ser nossos pequenos amados... Mamães que amamentam e q tem disponibilidade, se conscientizem... doem leite materno para os bancos de leite q fazem parte da campanha!!!! Vocês ajudam a salvar vidas de pequenos bebês q lutam desesperadamente nos hospitais para sobreviver, além de salvar vidas, desta forma vcs aumentam a sua produção de leite, economizam nos absorventes para seios, ensinam seus bebes desde cedo a serem solidários e podem contar com buchechinhas gordinhas e rosadas nos hospitais!!!
Qualquer mulher que amamenta pode doar leite, pois sempre que o bebê suga o seio o organismo se disponibiliza a fabricar mais leite e desta forma vc terá tanto leite para o seu bebê e também para ajudar os amiguinhos nas UTIS neo natais espalhadas pelo Brasil. Se vocÊ não amamenta mas conhece mães que o fazem, abracem esta causa e passem para elas este gesto solidário tão importante, bonito e que ajuda a muitos. Se todos fazerem a sua parte veremos baixar ainda mais a taxa bebÊs hospitalizados e da mortalidade infantil.
Para doar você só tem a boa vontade em tirar e armazenar o leite nos vidros, porque trabalho além deste você não terá nenhum. A equipe do banco de leite responsável vai na sua casa dar as instruções da retirada, leva os vidros, máscaras e toucas, vc apenas retira o leite e depois a equipe volta na sua casa para coletar os vidros cheios e abastecer os materias utilizados para a doação!!! Super prático. Então se vc deseja ajudar não perca tempo, entre em contato com o banco de leite da sua cidade e faça a sua parte. Com a sua ajuda o amanhã para os pequeninos será melhor.
Para quem mora em Belém-PA, seguem os dados para entrar em contato com o banco de leite da Santa Casa:
Entre em contato com a :
SANTA CASA DE MISERICÓRDIA DO PARÁ
Responsável : Maria Eunice Begot da Silva Dantas
Endereço : Rua Oliveira Belo, 395
Bairro : Umarizal
Município : Belém - Estado: PA
CEP : 66000 - 000
Tel : 91 - 4009-2212
E - mail : eunicebegot@globo.com.
Eu faço e minha parte!!!! E vocÊ???? vai fazer a sua???
* As coisas começam a se equilibrar e entrar nos eixos*
* Novidades chegando....*
* Fleur completou 4 meses*
Beijos e até a próxima....
FELIZ ANIVERSÁRIO FILHINHA!!!! QUE Deus a abençoe muito, mamãe e papai lhe amam por vc ser tão especial e linda. Nunca fui tão feliz...
Ai, acho lindo quando ela faz beicinho pra chorar, ela olha pra mim com aquela carinha de sentida e faz o beicinho...
Também é muito sapeca, a gente convers e ela quer conversar tb, adora se olhas nos espelho, faz festa quando a mamãe ou o papai pegam ela, ri pra todos os lados e desde os 2 meses tenta gargalhar... AH
tb não suporta ficar deitada, tem vontade própria, tenta se levantar, é muito curiosa, gosta de prestar atençaõ em tudo, quando a gente sai pra passear ela não dorme, fica bizoiando.
Gosta de assistir tv como se realmente estivesse entendendo alguma coisa, adora coisas coloridas, quer ficar passeando no colo pela casa, pede pra ver os imãs na porta de geladeira...
ARF, ARF .... Menina muito assanhada ela...
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Olás a todos!!!!
Estamos indo bem, a Fleur tá chegando aos 3 meses amanhã, muito linda, esperta, engraçadinha, com o crescimento perfeito!!!!
Hoje ela tomou mais uma vacina, a rota vírus.
Mas tarde iremos nos médico para acompanharmos o crescimento dela.
e eu mais tarde volto para contar mmais novidades... beijos
Depois de problemas hormonais e de disfunções na tireóide que me levou a uma vida vegetariana, eu já tinha até desistido de engravidar algum dia, pois segundo o médico eu não teria como engravidar, apenas se fizesse tratamento próprio para isso. Quando no dia 01 de abril de 2006, as notícias foram outras. Depois de um exame de farmácia e a confirmação via ultrassonografia, ali estava o resultado, eu estava grávida de 6 semanas.
Após toda a alegria e comemoração, se passaram 11 dias até eu haver sido internada as pressa e descobrir que a partir dali a minha gravidez seria bem mais difícil .
Havia sido diagnosticado o aparecimento de Trombose Venosa Profunda em minha perna esquerda, uma formação de coágulos em minhas principais veias da perna, quase me levando a perda dela.
Após 6 dias internada em tratamento fui informada pelo médico que eu teria de passar a gravidez inteira e incluindo o pós parto sofrendo tomando injeções do medicamento liquemine, um anticoagulante, de 8 em 8 horas, 3 vezes ao dia via aplicações da injeção na minha barriga, e que a partir de então minha gravidez seria de alto risco tanto para mim quanto para o bebê que ali se formava, o qual eu poderia perder a qualquer momento. A s coisas estavam se complicando.
Tomando injeções todos os dias, tendo que viver de repouso, minhas ações se tornaram bem limitadas e visitando frequentemente os médicos, a medida que a minha gestação foi evoluindo, mais eu tinha medo do que poderia acontecer e também fui tendo medo do parto.
Ainda durante a gestação perdi dois parentes importantes o que mais ainda me deixava em depressão, comecei a achar que eu teria o mesmo destino, que estava vivendo os últimos meses da minha vida.
Se aproximando as últimas semanas fui informada pelo obstetra que eu só poderia ter minha filha por meio de parto normal, eu não poderia recorrer a cesárea por que havia o perigo de eu perder sangue demais e não haver coagulação.
Enquanto meu medo aumentava, meus parentes acompanhando a minha situação, pediam a Deus por mim r por minha filhinha, neste momento já ficando tão atormentado. Mesmo com ameaças de um parto prematuro, minha gravidez chegou a termo e com 38 semanas completas entrei em trabalho de parto às 4:00 da manhã do dia 10 de novembro de 2006. Mas o dia ainda seria muito longo.
Depois de mais de 12 horas em trabalho de parto e com visíveis indícios que minha filha não nasceria de parto normal, fui convencida a ser levada ao bloco cirúrgico. A cesária seria feita como o último recurso da minha filha vir a este mundo, para o meu medo e o medo de todos dali eu tinha certeza que sairia viva apenas a minha filha, porque eu não tinha esperanças de sair de lá com vida, pois eu não tive tempo de seguir com os procedimentos corretos em relação as injeções para ter um parto seguro.
Resolvi então passar a cirurgia toda orando o Pai Nosso, pois se eu fosse morrer, já morreria orando, para que Deus viesse me buscar daquele sofrimento todo. E o tempo passava e eu pensava: “ E agora? Serão sacrificadas nós duas...” Por que eu não conseguia escutar nenhum som de bebê, nenhum chorinho.
Mas continuava com a concentração firme na oração que eu fazia, e ainda nada eu escutava. De repente, quando me dei conta, ao meu lado já se encontrava o neo natologista, com a pequenina Fleur nos seus braços. Ali estava a minha pequenina filhinha, linda, perfeita, mas abaixo do peso esperado.
Minha cirurgia corria bem e Deus tinha me providenciado mais uma surpresa naquele dia. O obstetra que havia me acompanhado os 9 meses não compareceu ao meu parto, mesmo sendo avisado, no entanto, o responsável pelo plantão naquele dia era um dos médicos mais competentes em assunto de parto cesáreo que haviam no hospital, muito experiente, que sabendo do meu caso, fez a cirurgia toda a laser, a qual quase não tive sangramento. Tudo corria Bem.
Ao longe eu podia ouvir o chorinho da minha filha como respostas ás minhas dúvidas: “ Sim mãe estou viva, sim mãe estou bem...” Deus nos abençoou tanto que mesmo ela sendo pequenininha e com peso de prematuro não houve necessidade de ela ser separada de mim, dentro de uma incubadora no CTI, ela foi levada para o apartamento, junto comigo.
Ao fim do dia
Deus foi muito bom conosco, foi fiel e escutou a oração de todos. Até hoje, com os médicos que converso sobre a situação a qual passei, muitos não sabem explicar como eu consegui chegar até aqui e sobreviver eu e a minha filhinha, que está aqui, linda, inteligente e saudável.
Que Deus seja louvado eternamente.